Enochatos inibem conhecimento
e enologuês é forma de exclusão
e enologuês é forma de exclusão
Encontrei neste sábado a
seguinte nota no blog de Luis Nassif:
"Eu tenho imensa
dificuldade em discutir gosto por vinhos no Brasil, pois sempre vejo um certo
esnobismo. Mas essa eh uma caracteristica nossa. Raramente um brasileiro
discute vinhos sem cair no pedantismo. Aqui o prazer da degustacao de um
cabernet estah sempe associado a um certo elitismo, que inexiste nos paises com
forte tradicao vinicola".
Acho importante este tipo de registro porque estimula uma discussão: não precisa ser assim. A promoção da cultura do vinho sofre esse problema na questão da análise, esnobismo, não só no Brasil. Woody Allen, em seu recentíssimo "Meia noite em Paris" (veja trailer aqui) coloca um sujeito empolado que reproduz mecanicamente termos de um manual, autêntica caricatura desse pedantismo mundial.
Quem critica essa atitude num livro essencial ("Gosto e Poder", Companhia das Letras) é o cineasta e sommelier estadunidense radicado no Brasil Jonathan Nossiter: "O enologuês - em qualquer idioma geralmente não pretende esclarecer ou agradar, mas excluir, intimidar, depreciar".
Quem critica essa atitude num livro essencial ("Gosto e Poder", Companhia das Letras) é o cineasta e sommelier estadunidense radicado no Brasil Jonathan Nossiter: "O enologuês - em qualquer idioma geralmente não pretende esclarecer ou agradar, mas excluir, intimidar, depreciar".
O vinho não precisa, mas carrega esse elitismo. Mas as coisas estão melhores. Melhorarão mais. (WG)
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