segunda-feira, 14 de dezembro de 2009





O lugar dos rosados

WALTER GALVÃO


A época convida à confraternização, e nada mais adequado do que incluir, entre as opções para a temporada, os rosados. A graça desse vinho está no seu caráter simbólico de ponte, de intermezzo, de passagem entre o tinto e o branco.

Os sábios que pensam vida e personalidade dos vinhos dizem que os rosados favorecem a reflexão sobre a profundidade, a persistência dos aromas e a robustez dos taninos que os tintos propõem e sobre a claridade solar, a leveza presentes nos brancos.

Muitos fecham questão, no entanto: os rosados favorecem pensar sobre... os rosados. São vinhos autônomos. Na medida em que a casca da uva é retirada, que a maceração acontece em curto período (dependendo da cor que se pretende obter), surge então uma nova estrutura orgânica que oferece sabores específicos e todos os estímulos decorrentes das sensações que o processo de vinificação garante.

Mas já falei demais, e o objetivo aqui é homenagear Saul Galvão, mestre de mestres, que nos deixou fisicamente este ano, mas que deixou uma obra à qual devemos recorrer.

Leia clicando aqui um post interessante a respeito dos rosados na Espanha.

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