domingo, 10 de outubro de 2010

O sexo dos vinhos


WALTER GALVÃO - Masculino e feminino, Yin e Yang, Sol e Lua, noite e dia, forças que interagem constituindo uma das mais fortes e presentes imagens simbólicas da interação entre as pessoas. Um símbolo da dualidade das coisas, do mundo, da percepção, mas princípio instaurador também de relatividades provocativas.
Nos gêneros há um princípio de identidade, e isso é o que interessa mais na cultura dos vinhos. Em recente edição, a revista Adega trouxe um editorial sob o título "Dialética do Vinho", dialética no sentido de diálogo, em que discute de princípios que definem a identidade dos vinhos comparando o que produzem duas regiões emblemáticas: Bordeaux e Borgonha. O editorial chama para ampla reportagem sobre as duas áreas produtoras.

Avaliando estilos, a equipe da Adega classifica os vinhos de Bordeaux como masculinos: mais tânicos, viris, estruturados, elegantes, predominância da Cabernet Sauvingnon. Ícone dos bordeaux, o Petrus.
Já os da Borgonha foram classificados a partir de análises de especialistas como exemplarmente femininos. A personalidade da Pinot Noir, menos tânico e quase sem aspereza, feminina definiria tudo. O ícone dos vinhos da Borgonha é o Romanée-Conti.

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