domingo, 10 de outubro de 2010

Medalha de Ouro


WALTER GALVÃO - Informação importante que ainda não havia sido postada neste blog é a medalha internacional conquistada pela vinícola Estrelas do Brasil durante o V Concurso Internacional de Vinhos do Brasil com o seu Dall Agnol Superiore 2005. O evento realizado em Bento Gonaçalves (RS) trouxe especialistas internacionais, gente do nível do francês Serge Dubois que preside a União Internacional de Enólogos. 457 amostras de 15 países foram analisadas por 55 jurados, 19 dos quais internacionais.
A Grande Medalha de Ouro Brasileira ficou com o Dall Agnol Superiores, sobre o qual reproduzimos a seguir informações produzidas pela vinícola:
Vinho tinto maduro, elaborado com um blend das castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Tannat da excepcional vindima de 2005. As uvas provém de vinhedos próprios de Nova Prata e Faria Lemos/BG na Região da Serra Gaúcha. O vinho estagiou 24 meses em barricas de carvalho americano, sendo engarrafado sem filtração no dia 24 de Abril de 2008. Este grande vinho apresenta cor vermelho ruby intensa, brilhante; no nariz uma explosão de aromas de frutos negros maduros, ameixa preta, uva passa, azeitonas, chá preto, tabaco, pimenta preta e baunilha; na boca encorpado, untuoso, potente... revela taninos doces com grande harmonia entre a fruta e as notas de madeira, com persistência longa e um final de boca muito agradável. DALL’AGNOL SUPERIORE deve ser acompanhado com pratos de carnes de caça, javali, assados, massas com molhos encorpados e queijos fortes maturados. Produção limitada de 1000 garrafas com 750ML.

O sexo dos vinhos


WALTER GALVÃO - Masculino e feminino, Yin e Yang, Sol e Lua, noite e dia, forças que interagem constituindo uma das mais fortes e presentes imagens simbólicas da interação entre as pessoas. Um símbolo da dualidade das coisas, do mundo, da percepção, mas princípio instaurador também de relatividades provocativas.
Nos gêneros há um princípio de identidade, e isso é o que interessa mais na cultura dos vinhos. Em recente edição, a revista Adega trouxe um editorial sob o título "Dialética do Vinho", dialética no sentido de diálogo, em que discute de princípios que definem a identidade dos vinhos comparando o que produzem duas regiões emblemáticas: Bordeaux e Borgonha. O editorial chama para ampla reportagem sobre as duas áreas produtoras.

Avaliando estilos, a equipe da Adega classifica os vinhos de Bordeaux como masculinos: mais tânicos, viris, estruturados, elegantes, predominância da Cabernet Sauvingnon. Ícone dos bordeaux, o Petrus.
Já os da Borgonha foram classificados a partir de análises de especialistas como exemplarmente femininos. A personalidade da Pinot Noir, menos tânico e quase sem aspereza, feminina definiria tudo. O ícone dos vinhos da Borgonha é o Romanée-Conti.

Campanha eleitoral


Vinhedo do Departamento da
Gironda, região da Aquitânia, França


WALTER GALVAO - Outro dia, um candidato a governador disse aos repórteres, em meio a outras informações da campanha, que precisava mesmo era de uma taça de vinho para relaxar.

Imediatamente pensei: quê vinho sugerir?

Lembrei que foi com um bordeaux que vivi com maior intensidade a sensação de imersão na tranquilidade. É claro que isso depende de mil coisas, mas fiquei com o registro na memória dos efeitos do Château Malleret, de preço acessível e qualidade inquestionável.

José Maria Santana, de reputação reconhecidamente séria quanto aos tintos, escreveu o seguinte sobre o Malleret:
O tinto Château Malleret traz em sua composição 45% de Merlot, 38% de Cabernet Sauvignon, 12% de Cabernet Franc e 5% de Petit Verdot. É afinado por 18 meses em barricas de carvalho francesas (70%) e americanas (30%), metade das quais novas. Rubi escuro na cor, oferece aromas complexos, em que se identificam especiarias, pimenta, frutas vermelhas maduras, tostado, café, baunilha, chocolate. Equilibrado na boca, mostra bom corpo e acidez, taninos intensos, macios, tem boa concentração e final longo, com fruta e chocolate - 89/100. Preço em torno de R$ 100.